terça-feira, 19 de junho de 2012

Olá...

Quase 2 anos sem dar as caras aqui no blog. E aconteceram tantas coisas que nem sei por onde começar...
Em julho de 2010 (última postagem), eu nem tinha me formado ainda... Bom, então nada como começar contando a partir daí. Mas farei isso colocando em pequenos tópicos, senão seriam dias e mais dias escrevendo a minha vida, hahah...

* Me formei no dia 21/08/2010. Foi tudo muito bom! Nem acreditava que aquele dia já havia chegado... Foi bem complicado o final da faculdade pois inventei de trabalhar numa escola particular (que abandonei depois de 2 meses... sem comentários, please!), trabalhava na editora o dia inteiro, fazia o TCC e 3 estágios pela noite no Inácio Montanha. Um pouco depois também comecei a dar aulas on-line de espanhol, mas a empresa foi vendida para outro estado... uma pena, era bem legal dar aula on-line.

* Depois da formatura, lembro que pedi férias da editora... 30 dias de liberdade! Já estava livre da faculdade então pude aproveitar bastante. Era setembro e o Rafa tb estava de férias, então decidimos viajar! Fomos para Recife e Porto de Galinhas. Aproveitamos ao máximo aquela terra linda, e ainda fizemos várias amizades legais por lá. Antes de viajar fiz um curso de atualização para professores de espanhol, organizado pela embaixa da Espanha e outras empresas e cursos. Ganhei vários livros nos sorteios, as aulas tb foram bem produtivas.

*Quando voltei de viagem, saí da editora, mas continuei trabalhando lá por fora, fazendo revisões... Aí comecei a procurar emprego em outro lugar. E não é que encontrei... Uma empresa de concursos públicos me chamou e estou lá até agora. Na verdade estou de licença saúde, mas essa história faz parte de outro tópico...

* O Rafa passou no concurso da Petrobrás! Ele ficou feliz e triste, pois a vaga seria para qq estado do Brasil... ele não sabia se aceitava ir ou não, aí conversamos e decidimos que seria uma boa! Então ele pediu demissão do antigo emprego e ficou mais de um mês em casa esperando ser chamado para o curso preparatório, que foi em Salvador. Em setembro ele foi para Salvador... uma época bem crítica, foi quando descobri que tinha um problema de saúde e era preciso operar urgente!...

*Em abril de 2011 comecei a cair do nada... Na verdade, já estava com uma dor horrível nas costas, que só piorava, aí vieram as quedas... Não sei nem explicar como acontecia, estava caminhando e de repente minha perna fraquejava e eu ia ao chão! Foi ficando cada vez pior, tanto a dor, quanto as quedas... Cheguei a fazer fisioterapia, pensando ser um problema postural, afinal, trabalhava muitas horas sentada... e isso acaba com qualquer um. Mas a cada dia de fisioterapia a situação piorava... Só conseguia dormir numa posição específica, caminhava me escorando nos móveis e paredes, e durante a noite sentia fortes impulsos elétricos percorrendo minhas pernas... elas se moviam sozinhas durante a noite, era horrível. Continuei trabalhado mesmo assim, mas estava sendo muito sacrificante... comecei a pegar dois ônibus para ir trabalhar e estava caminhando cada vez mais devagar pois tinha a impressão que iria cair a qualquer momento... Uma das pernas não me obedecia direito, sem contar que eu estava perdendo a sensibilidade da coxa esquerda... Levei um tombo feio uma vez indo almoçar... Machuquei bastante o meu joelho, e aí era mais uma coisa para doer (e me preocupar). Como estava sem plano de saúde, procurei uma daquelas clínicas do centro, que atendem várias especialidades por R$30,00 reais. Consultei com um ortopedista, que só me receitou remédio para dor... Quando disse a ele que não estava sentindo a coxa esquerda, ele disse: "O quê? Não pode..." Mas me deixou sem resposta. Tenho a plena certeza de que ele não acreditava em mim. Ele pediu que eu frequentasse uma fisioterapia, se não adiantasse pediu que eu fizesse uma ressonância magnética da coluna... Fiz a tal fisioterapia, mas na quinta sessão desisti... Mal conseguia ir para a fisioterapia, minha mãe tinha que me acompanhar para que eu pudesse me segurar nela para caminhar. Uma vez quase caímos no chão... Então resolvi fazer a ressonância magnética antes mesmo de terminar as sessões de físio. Esse exame é muito caro, então escolhi fazer onde era mais barato (custou R$350,00 reais). Fiz ele e no dia seguinte me ligaram pedindo que eu refizesse o exame. Achei estranho, mas aí fiquei com a impressão que algo iria aparecer no exame. Fiz o novo exame (desta vez com contraste) e levei o exame ao médico que estava duvidando de mim. Ele fez uma cara de pavor quando olhou o resultado... Disse que eu estava com uma lesão na medula, e que deveria procurar um Neurocirurgião urgente. Quando ele falou "neurocirurgião" já vi que a coisa era séria... Ele me deu um atestado de 15 dias e lá fui eu em busca de um médico especialista...

* Marquei uma consulta no hospital Beneficiência Portuguesa para a segunda-feira seguinte. Quando mostrei os exames ao médico ele constatou que eu estava com um tumor na medula, chamado ependimoma, e a única solução seria operar. Ele encaminhou toda uma papelada para que a cirurgia fosse feita pelo SUS. Como o caso era "urgente urgentíssimo", o encaminhamento foi rápido (levando em conta o tempo que as pessoas esperam normalmente pelo SUS). Dia 10/10/2011 fui internada... Nos hospital ficava mais no quarto, pois mal conseguia caminhar. Cheguei a cair no banheiro, para não perder o costume, hahah... Minha cirurgia foi no dia 18/10... Me apavorei quando disseram que a cirurgia tinha durado quase 11 horas, mas o tumor era muito maior do que eles pensavam. A anestesia me afetou profundamente, imaginei coisas, sonhei coisas... às vezes não sabia o que era sonho ou realidade. Fiquei mega inchada devido às medicações. O médico disse que a recuperação nesses casos é super lenta, que deveria ter muita paciência e força de vontade. Fora a medicação e a fisioterapia intensas... Dia 28/10 tive alta e fui para a casa da minha tia, pois alí seria mais fácil de ir para o hospital se precisasse...

... e cá estou! Me recuperando a cada dia, fazendo fisioterapia para ficar boa logo logo! Já fiz aplicação de BOTOX nas pernas para ajudar no tratamento. Os médicos dizem que minha recuperação está sendo mais rápida do que o esperado, já que foi uma cirurgia bem invasiva, com riscos de sequelas de todo tipo. Minhas companheiras atualmente são: minha cadeira de rodas e minha mãe. Logo mais serão as muletas... E assim vou me recuperando a cada dia! Sinto que fiquei mais forte como pessoa, é uma experiência totalmente diferente na minha vida. Tenho certeza que aprendi e estou aprendendo muito com isso. O importante é não deixar a peteca cair e seguir em frente! 

Dá pra dizer que minha vida mudou completamente mesmo. Para conseguirmos o plano de saúde da Petrobrás eu e o Rafa nos casamos no civil no dia 12/11/2011 (o que possibilitou o BOTOX em março deste ano). Atualmente o Rafa está trabalhando e morando no RJ, e eu de licença saúde e morando na casa da minha tia. Mês que vêm vou para a casa da minha mãe... Estou morrendo de saudades dos meus gatos, que estão lá. Aí vou poder ficar juntinha deles! :o) Quando estiver mais independente, me mudo para o RJ... mas por enquanto não dá...

Bem,esta foi minha vida nos últimos tempos... Espero não demorar tanto para escrever novamente. Senão terei que escrever um livro novamente!! Heheh...

Beijos a todos!
Kelly




terça-feira, 20 de julho de 2010

Take That & Robbie juntos novamente!



É... nunca duvide de nada nesta vida! Tomara que dê tudo certo desta vez!
Por enquanto to amando a notícia... 

domingo, 4 de julho de 2010

Banca TCC


É amanhã a minha banca de TCC...

Fazer o quê né? Quem mandou estudar? Se não fosse pelos estudos eu não estaria nessa situação. Mas apesar do que todos dizem, creio que não seja o fim do mundo. Na verdade, o pior já foi feito, que é o trabalho em sí... a apresentação é somente uma formalidade oral do que foi escrito.

Pensando agora, não sei o que é pior: o tcc ou os estágios obrigatórios... Tá certo que o tcc ocupa grande parte dos teus pensamentos durante o semestre, mas o estágio não fica atrás não... Ainda mais na área do ensino! Temos que preparar aulas, apresentar a professora da cadeira, arrumar, levar a ela novamente, arrumar (isso umas 10X)... e somente depois de tudo acertado é que podemos aplicar a aula! Dá uma trabalheira só.. e não para por aí, ainda tem o relatório de estágio, que deve constar o andamento de todas as aulas... Ou seja, eu que faço licenciatura dupla (Port/Esp) tenho que descrever todas as aulas de português, espanhol e literatura... É, talvez o estágio obrigatório seja mesmo o mais trabalhoso do curso... e ainda mais por serem duas cadeiras de estágio (ensino fundamental e ensino médio). Contabilizando realmente são 5 estágios no total se contarmos a disciplinas separadamente...

Até pensei em fazer outro curso, mas lembrando da trabalheira que dá um,... não me animo de fazer outro inteiro novamente! Talvez uma especialização caia bem, mas só!

Após o Tcc e estágios quero mais é umas feriazinhas dos estudos... Agora não tem concursos mesmo, por causa das eleições... então é a hora de descansar e pensar em tudo que fiz até agora... 

Também é meu dever voltar para meu blog... É, a vida acadêmica tira todo nosso tempo...

Inté!

Kelly

domingo, 7 de março de 2010

Go Willy!

Achei uma graça essa foto para colocar numa camiseta... hahah...
Mix de Twitter com Free Willy!
:oP

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Professor após 25 anos...


Espero, sinceramente, não ficar assim... Imaginem que tragédia!
Obrigada Verinha por enviar esse artigo...
Kelly ;o)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Sobre dicionários



Sábado li na ZH um texto de Cláudio Moreno que me deixou pensando na vida e na minha função atual na Editora (principalmente o trecho destacado).
Isso quer dizer que estou exercendo trabalho dos piores criminosos de antigamente? A sorte é que hoje existe o computador, senão tava frita...
:oP


Sobre dicionários - Cláudio Moreno

Para saudar a chegada do verão, esta coluna oferece a seus leitores um pouco daquele divertimento único que só as palavras podem nos proporcionar. Bom proveito!

1.Nome de cachorro – Câmara Cascudo registrou a antiga tradição brasileira de dar nomes de peixe ao cachorro, a fim de protegê-lo da raiva canina. Por isso abundava, Brasil afora, cachorro chamado Piranha, Cação, Toninha, Tubarão, Siri. Aqui no Sul já vi Tainha, Lambari, Jundiá. É evidente que a biologia popular considerava peixe tudo o que estava no mar; daí a Toninha (outro nome para o boto) e o Siri estarem incluídos na relação. O exemplo mais famoso desse elástico conceito é um dos dois cães imortalizados na nossa literatura, ao lado do Quincas Borba machadiano: a simpática cadelinha Baleia, do Vidas Secas.

No dicionário de Morais (1813), a baleia é descrita como “peixe marinho muito grande; tem a boca quase na testa, o coiro negro, e duro, grandes barbatanas, mamas, e é vivípara; solta de tempos a tempos grandes espadanas de água, que jorram muito alto”. Peixe com mamas... De qualquer forma, a baleia é, até hoje, considerada peixe por grande parte de nosso povo. Quando se fez uma campanha para a comercialização e consumo da carne de baleia, lá nos anos 50, levantaram-se discussões sobre comer ou não comer esta carne na Sexta-Feira Santa. Isso é Brasil; isso somos nós.

2.A palavra, epitáfio de si mesma – O padre teatino Rafael Bluteau (1638-1734) foi uma das grandes figuras do Iluminismo português e autor do primeiro bom dicionário de nossa língua, o famoso Vocabulário Português e Latino, em 10 volumes. Sua linguagem é excelente exemplo do pitoresco estilo da época, quando floresciam as Academias científicas e poéticas; no admirável trecho abaixo, ele descreve a palavra usando a terminologia anatômica de seu tempo, numa fascinante comparação onde nunca sabemos o que é simples metáfora e o que pretende ser uma descrição científica da linguagem:

“À palavra deu a natureza por origem a cabeça da áspera artéria, o ar por corpo, a língua por mãe, e a boca por berço – mas com tão instantâneo descanso que apenas nascida voa, e com tão breve vida que logo nos ouvidos dos circunstantes se sepulta. Porém não acaba a palavra quando morre, porque – ainda que metida na tortuosa sepultura do ouvido, com o osso petroso por campa, e com várias membranas por mortalhas, e quase perdida nos ocultos meatos da parte que os Anatomistas chamam de Labirinto – alentada com o impulso e comoção do ar implantado, acha a palavra abertas as válvulas, ou pequenas portas, por onde passam as espécies de som para o nervo auditório, e dele para os ventrículos do cérebro, onde estão depositados os tesouros da memória; e por este modo fica a palavra na impressão da sua própria espécie, epitáfio de si mesma, sombra da voz e cadáver da locução, até que chegue a lograr outra vida, quando, suscitada da reminiscência, torna a sair da boca ou da pena dos Escritores, e sucessivamente atada a outras com o fio do discurso, participa, com a doutrina dos sábios, nas obras da eloquência.”

3.Fazer dicionário é castigo - José Justo Escalígero, um dos grandes humanistas do Renascimento, sugeria que os piores criminosos, em vez de executados ou sentenciados a trabalhos forçados, fossem condenados a compilar dicionários, por causa de todas as torturas inerentes a esse tipo de trabalho. Nosso bom e longevo Bluteau – para grande desapontamento de seus inimigos, morreu quase centenário, sem perder a lucidez – passou 30 anos escrevendo (a mão!) os 10 imensos volumes que compõem sua obra, mas não se queixava do trabalho. Para ele, o pior vinha depois, com a revoada dos críticos. “Não há autor mais infeliz que o de um Vocabulário”, desabafa; e acrescenta, no seu estilo peculiar: um dicionário “é a coruja dos livros. Ao redor da coruja se ajuntam outras aves, e cada uma delas lhe dá sua picada: folgam todos de folhear um vocabulário para lhe dar unhadas”.

4.A falta que faz um dicionário – O texto que segue é de Ana Maria Shua, argentina, mestra do miniconto, no seu livro La Sueñera. Como a tradução é minha, assumo a culpa por qualquer heresia náutica:

“Baixar a bujarrona! – grita o capitão. Baixar a bujarrona! – repete o imediato. Orçar a bombordo! – grita o capitão. Orçar a bombordo! – repete o imediato. Olho no gurupés! – grita o capitão. O gurupés! – repete o imediato. Abater a verga da mezena! – grita o capitão. A verga da mezena! – grita o imediato. Enquanto isso, a tormenta recrudesce e nós, marinheiros, corremos de um lado para o outro do tombadilho, desconcertados. Se não encontramos logo um dicionário, vamos direto para o fundo!”

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Como se conjuga uma professora de português?

01 - Professora de português não nasce; deriva-se.
02 - Professora de português não cresce; vive gradações.
03 - Professora de português não se movimenta; flexiona-se.
04 - Professora de português não é filha de mãe solteira; resulta de uma derivação imprópria.
05 - Professora de português não tem família; tem parênteses.
06 - Professora de português não envelhece; sofre anacronismo.
07 - Professora de português não vê tv; analisa o enredo de uma novela.
08 - Professora de português não tem dor aguda; tem crônica.
09 - Professora de português não anda; transita.
10 - Professora de português não conversa; produz texto oral.
11 - Professora de português não fala palavrão; profere verbos defectivos.
12 - Professora de português não se corta; faz hiato.
13 - Professora de português não grita; usa vocativos.
14 - Professora de português não dramatiza; declama com emotividade.
15 - Professora de português não se opõe; tem problemas de concordância.
16 - Professora de português não discute; recorre a proposições adversativas.
17 - Professora de português não exagera; usa hipérboles.
18 - Professora de português não compra supérfluos; possui termos acessórios.
19 - Professora de português não fofoca; pratica discurso indireto.
20 - Professora de português não é frágil; é átona.
21 - Professora de português não fala demais; usa pleonasmos.
22 - Professora de português não se apaixona; cria coesão contextual
23 - Professora de português não tem casos de amor; faz romances.
24 - Professora de português não se casa; conjuga-se.
25 - Professora de português não depende de ninguém; relaciona-se a períodos por subordinação.
26 - Professora de português não tem filhos; gera cognatos.
27 - Professora de português não tem passado; tem pretérito mais-que-perfeito.
28 - Professora de português não rompe um relacionamento; abrevia-o.
29 - Professora de português não foge a regras; vale-se de exceções.
30 - Professora de português não é autoritária; possui voz ativa.
31 - Professora de português não é exigente; adota a norma padrão.
32 - Professora de português não erra; recorre a licença poética.

O que realmente é uma professora de espanhol

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

domingo, 27 de dezembro de 2009

Boas Festas!!!


Achei massa esse site para fazer cartões personalizados.
Também dá pra fazer videozinhos natalinos. Segue o link do que eu mais gostei (fica do ar até dia 15 de janeiro):

http://elfyourself.jibjab.com/view/KekyyCpD8jW5dMOxny6Z


sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Quantas mudanças na educação...

O Professor Está Sempre Errado



Quando...

É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado...
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta às aulas, é um "Caxias".
Precisa faltar, é "turista"
Conversa com outros professores, está "malhando" os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama à atenção, é um grosso.
Não chama à atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances dos alunos.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, "deu mole".
É, o professor está sempre errado mas,
se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!


Fonte: Revista do Professor de Matemática, nº36 - 1998.


sábado, 19 de dezembro de 2009

Oração do Revisor (Cássia Pires)



Alivia a dor dos meus ombros por passar a vida a reconhecer erros, deslizes e negligências com a língua portuguesa, matéria-prima do meu ofício.

Concede a humildade para aceitar a minha capacidade como profissional, a lealdade para com os meus pares, o respeito ao meu trabalho e a paciência para ser um ourives da palavra, que transforma a pedra bruta em algo precioso e raro.

Além disso, dá-me o principal reconhecimento: o próprio. Sou um instrumento para que o mundo escreva a sua história da maneira mais doce possível: pelo bom uso da palavra, aquela que me acompanhará até o dia em que eu escrever a minha última página de vida.

Assim seja.