domingo, 7 de março de 2010

Go Willy!

Achei uma graça essa foto para colocar numa camiseta... hahah...
Mix de Twitter com Free Willy!
:oP

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Professor após 25 anos...


Espero, sinceramente, não ficar assim... Imaginem que tragédia!
Obrigada Verinha por enviar esse artigo...
Kelly ;o)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Sobre dicionários



Sábado li na ZH um texto de Cláudio Moreno que me deixou pensando na vida e na minha função atual na Editora (principalmente o trecho destacado).
Isso quer dizer que estou exercendo trabalho dos piores criminosos de antigamente? A sorte é que hoje existe o computador, senão tava frita...
:oP


Sobre dicionários - Cláudio Moreno

Para saudar a chegada do verão, esta coluna oferece a seus leitores um pouco daquele divertimento único que só as palavras podem nos proporcionar. Bom proveito!

1.Nome de cachorro – Câmara Cascudo registrou a antiga tradição brasileira de dar nomes de peixe ao cachorro, a fim de protegê-lo da raiva canina. Por isso abundava, Brasil afora, cachorro chamado Piranha, Cação, Toninha, Tubarão, Siri. Aqui no Sul já vi Tainha, Lambari, Jundiá. É evidente que a biologia popular considerava peixe tudo o que estava no mar; daí a Toninha (outro nome para o boto) e o Siri estarem incluídos na relação. O exemplo mais famoso desse elástico conceito é um dos dois cães imortalizados na nossa literatura, ao lado do Quincas Borba machadiano: a simpática cadelinha Baleia, do Vidas Secas.

No dicionário de Morais (1813), a baleia é descrita como “peixe marinho muito grande; tem a boca quase na testa, o coiro negro, e duro, grandes barbatanas, mamas, e é vivípara; solta de tempos a tempos grandes espadanas de água, que jorram muito alto”. Peixe com mamas... De qualquer forma, a baleia é, até hoje, considerada peixe por grande parte de nosso povo. Quando se fez uma campanha para a comercialização e consumo da carne de baleia, lá nos anos 50, levantaram-se discussões sobre comer ou não comer esta carne na Sexta-Feira Santa. Isso é Brasil; isso somos nós.

2.A palavra, epitáfio de si mesma – O padre teatino Rafael Bluteau (1638-1734) foi uma das grandes figuras do Iluminismo português e autor do primeiro bom dicionário de nossa língua, o famoso Vocabulário Português e Latino, em 10 volumes. Sua linguagem é excelente exemplo do pitoresco estilo da época, quando floresciam as Academias científicas e poéticas; no admirável trecho abaixo, ele descreve a palavra usando a terminologia anatômica de seu tempo, numa fascinante comparação onde nunca sabemos o que é simples metáfora e o que pretende ser uma descrição científica da linguagem:

“À palavra deu a natureza por origem a cabeça da áspera artéria, o ar por corpo, a língua por mãe, e a boca por berço – mas com tão instantâneo descanso que apenas nascida voa, e com tão breve vida que logo nos ouvidos dos circunstantes se sepulta. Porém não acaba a palavra quando morre, porque – ainda que metida na tortuosa sepultura do ouvido, com o osso petroso por campa, e com várias membranas por mortalhas, e quase perdida nos ocultos meatos da parte que os Anatomistas chamam de Labirinto – alentada com o impulso e comoção do ar implantado, acha a palavra abertas as válvulas, ou pequenas portas, por onde passam as espécies de som para o nervo auditório, e dele para os ventrículos do cérebro, onde estão depositados os tesouros da memória; e por este modo fica a palavra na impressão da sua própria espécie, epitáfio de si mesma, sombra da voz e cadáver da locução, até que chegue a lograr outra vida, quando, suscitada da reminiscência, torna a sair da boca ou da pena dos Escritores, e sucessivamente atada a outras com o fio do discurso, participa, com a doutrina dos sábios, nas obras da eloquência.”

3.Fazer dicionário é castigo - José Justo Escalígero, um dos grandes humanistas do Renascimento, sugeria que os piores criminosos, em vez de executados ou sentenciados a trabalhos forçados, fossem condenados a compilar dicionários, por causa de todas as torturas inerentes a esse tipo de trabalho. Nosso bom e longevo Bluteau – para grande desapontamento de seus inimigos, morreu quase centenário, sem perder a lucidez – passou 30 anos escrevendo (a mão!) os 10 imensos volumes que compõem sua obra, mas não se queixava do trabalho. Para ele, o pior vinha depois, com a revoada dos críticos. “Não há autor mais infeliz que o de um Vocabulário”, desabafa; e acrescenta, no seu estilo peculiar: um dicionário “é a coruja dos livros. Ao redor da coruja se ajuntam outras aves, e cada uma delas lhe dá sua picada: folgam todos de folhear um vocabulário para lhe dar unhadas”.

4.A falta que faz um dicionário – O texto que segue é de Ana Maria Shua, argentina, mestra do miniconto, no seu livro La Sueñera. Como a tradução é minha, assumo a culpa por qualquer heresia náutica:

“Baixar a bujarrona! – grita o capitão. Baixar a bujarrona! – repete o imediato. Orçar a bombordo! – grita o capitão. Orçar a bombordo! – repete o imediato. Olho no gurupés! – grita o capitão. O gurupés! – repete o imediato. Abater a verga da mezena! – grita o capitão. A verga da mezena! – grita o imediato. Enquanto isso, a tormenta recrudesce e nós, marinheiros, corremos de um lado para o outro do tombadilho, desconcertados. Se não encontramos logo um dicionário, vamos direto para o fundo!”

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Como se conjuga uma professora de português?

01 - Professora de português não nasce; deriva-se.
02 - Professora de português não cresce; vive gradações.
03 - Professora de português não se movimenta; flexiona-se.
04 - Professora de português não é filha de mãe solteira; resulta de uma derivação imprópria.
05 - Professora de português não tem família; tem parênteses.
06 - Professora de português não envelhece; sofre anacronismo.
07 - Professora de português não vê tv; analisa o enredo de uma novela.
08 - Professora de português não tem dor aguda; tem crônica.
09 - Professora de português não anda; transita.
10 - Professora de português não conversa; produz texto oral.
11 - Professora de português não fala palavrão; profere verbos defectivos.
12 - Professora de português não se corta; faz hiato.
13 - Professora de português não grita; usa vocativos.
14 - Professora de português não dramatiza; declama com emotividade.
15 - Professora de português não se opõe; tem problemas de concordância.
16 - Professora de português não discute; recorre a proposições adversativas.
17 - Professora de português não exagera; usa hipérboles.
18 - Professora de português não compra supérfluos; possui termos acessórios.
19 - Professora de português não fofoca; pratica discurso indireto.
20 - Professora de português não é frágil; é átona.
21 - Professora de português não fala demais; usa pleonasmos.
22 - Professora de português não se apaixona; cria coesão contextual
23 - Professora de português não tem casos de amor; faz romances.
24 - Professora de português não se casa; conjuga-se.
25 - Professora de português não depende de ninguém; relaciona-se a períodos por subordinação.
26 - Professora de português não tem filhos; gera cognatos.
27 - Professora de português não tem passado; tem pretérito mais-que-perfeito.
28 - Professora de português não rompe um relacionamento; abrevia-o.
29 - Professora de português não foge a regras; vale-se de exceções.
30 - Professora de português não é autoritária; possui voz ativa.
31 - Professora de português não é exigente; adota a norma padrão.
32 - Professora de português não erra; recorre a licença poética.

O que realmente é uma professora de espanhol

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

domingo, 27 de dezembro de 2009

Boas Festas!!!


Achei massa esse site para fazer cartões personalizados.
Também dá pra fazer videozinhos natalinos. Segue o link do que eu mais gostei (fica do ar até dia 15 de janeiro):

http://elfyourself.jibjab.com/view/KekyyCpD8jW5dMOxny6Z


sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Quantas mudanças na educação...

O Professor Está Sempre Errado



Quando...

É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado...
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta às aulas, é um "Caxias".
Precisa faltar, é "turista"
Conversa com outros professores, está "malhando" os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama à atenção, é um grosso.
Não chama à atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances dos alunos.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, "deu mole".
É, o professor está sempre errado mas,
se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!


Fonte: Revista do Professor de Matemática, nº36 - 1998.


sábado, 19 de dezembro de 2009

Oração do Revisor (Cássia Pires)



Alivia a dor dos meus ombros por passar a vida a reconhecer erros, deslizes e negligências com a língua portuguesa, matéria-prima do meu ofício.

Concede a humildade para aceitar a minha capacidade como profissional, a lealdade para com os meus pares, o respeito ao meu trabalho e a paciência para ser um ourives da palavra, que transforma a pedra bruta em algo precioso e raro.

Além disso, dá-me o principal reconhecimento: o próprio. Sou um instrumento para que o mundo escreva a sua história da maneira mais doce possível: pelo bom uso da palavra, aquela que me acompanhará até o dia em que eu escrever a minha última página de vida.

Assim seja.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Kindle x Nook


Segunda feira, dia 19, o Kindle começou a ser enviado para o Brasil. E ontem, terça, a maior cadeia de livrarias dos Estados Unidos soltou o que pode ser a maior bomba para as vendas de livros tradicionais desde que toda essa estória de ebooks começou. A Barnes & Noble, que já vinha se preparando ao montar uma loja virtual de ebooks e adquirir a Fictionwise no processo, anunciou o Nook, que já está à venda e começa a ser entregue em Novembro. O aparelho não só é superior ao Kindle no quesito técnico, como no que se propõe sua empresa e na chacoalhada que ela dá nos mercados de livros impressos e digitais.

Antes de tudo o que há de ser dito por aqui, uma diferença clara entre os dois aparelhos: o kindle está disponível para nós, brasileiros, enquanto o Nook não está, e não há planos para tanto. No entanto, ele traz algo valiosíssimo ao encabeçar uma nova geração de aparelhos e quebrar paradigmas no que é permitido aos consumidores fazerem com livros eletrônicos.

Veja só, além do Nook, a Barnes & Noble possui um site com mais de um milhão de títulos, contra os suados 350.000 da Amazon, e seu software de leitura de ebooks, que serve no iPhone, Blackberrys, Motorolas e até mesmo no computador, de graça, com toda a sua coleção adquirida com eles. Ou seja, para usufruir dos títulos digitais da B&N o leitor nem ao menos precisa ter o Nook! E sabe para que mais não precisa-se do aparelho? Emprestar ebooks. É, amigo, de uma hora pra outra o único argumento pró-papel que resta é o cheirinho do livro mesmo, para aqueles que consideram cheiro o aspecto mais importante na leitura. Pode-se emprestar cada livro seu do computador para alguém que tem iPhone ou qualquer outro aparelho com o software, por duas semanas. Onde é que fica o Kindle, mesmo?

Fonte: recebido por e-mail...

Acho que a moda pode não pegar agora, mas para as novas gerações isso é perfeito... Adeus livros de papel....

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O menor livro da 55 Feira do Livro de Porto Alegre


Menor livro do mundo, feito no Perú. (Foto by Daniel Andrade)
Eu vi ele de perto, é muuuuuito pequeno mesmo, mas incrivelmente dá pra ler... Quase comprei, mas vou deixar para a próxima.

O que comprei na Feira do Livro até agora?
- Conjugar es fácil en español (pq todo prof. de espanhol deve ter esse livro)
- Dicionário de Português - Español (dessa mesma loja dos micro livros, mas este está um tanto maior, dá pra ler tranquilo e carregar sempre junto).
- ...

Não comprei mais nada, milagrosamente... mas amanhã vou dar uma fuçada nos balaios de toda Feira, vamos ver o que mais encontro por lá.

Uma pena estar chovendo sem parar, o movimento na Feira poderia estar bem melhor sem essa água toda...

Inté...