segunda-feira, 8 de julho de 2013

De dezembro de 2012 até agora...

Nossa... faz tempão que não escrevo aqui. Tanta coisa mudou neste tempo. Atualizando:
 
* Em dezembro de 2012 fui para o RJ de avião sozinha... hahah... Dizem que sou louca, mas deu tudo certo. Ficamos uma semana aqui e depois fomos para Poa passar as festas de fim de ano;

* Me mudei para o RJ em definitivo no Carnaval de 2013 (junto com os gatos, é claro...);

* Na mesma semana do Carnaval conheci minha cuidadora "Matilde". Super gente boa, acertamos em cheio em escolher ela pra ficar aqui comigo!

* Em março meus sogros vieram para o RJ passear. No feriado da Páscoa fomos para Poa. Os gatos ficaram aos cuidados do porteiro... até que se comportaram;

* Em abril comecei a fazer um curso de Pós-graduação na Universidade Gama Filho (Tradução). O curso é on-line, mas o certificado é igual ao presencial. Tenho aula um sábado e um domingo por mês, tudo on-line. É puxado, mas estou gostando muito!
* Em abril também comecei a fazer fisioterapia e terapia ocupacional na ABBR. É no Jardim Botânico, aqui perto... Pegamos ônibus para ir até lá. Cada dia é uma aventura nesses ônibus, uns funcionam, outros não, uns dizem que está estragado, outros não sabem lidar no elevadorzinho... Cadeirante não paga passagem aqui no RJ, nem seu acompanhante... melhor! :o)

* Em maio foi meu aniversário. 32 primaveras! :oP No final do mês fomos no show da Julieta Venegas aqui no RJ, no Teatro Bradesco. Consegui a façanha de ganhar numa promoção que nem estava participando! Sortearam no Twitter ingressos para o show e também a oportunidade de vê-la no camarim, mas uma das vencedoras da promoção não compareceu. Aí as produtoras tiveram que escolher outra pessoa: EU. Heheh... Ela é bem legal. Ficamos conversando um tempinho com ela, tiramos fotos, etc. Valeu a pena ter chegado cedo no local do show!!!

* Em junho tiveram várias coisas acontecendo ao mesmo tempo. Depois de muito custo consegui fazer a recarga da bombinha de baclofeno. Foram vários erros e enganos, um atrás do outro, mas aí, um dia antes de viajar para Buenos Aires, o médico fez a recarga. No outro dia fomos para Buenos Aires. Tudo muito lindo lá, mas estava beeem frio! Aproveitamos bastante por lá. Depois fomos para Porto Alegre passar uma semaninha. Curtimos bastante as famílias e amigos. Dia 30 voltamos para o RJ e matamos a saudade dos gatos. Ah, os gatos ficaram com aos cuidados da Matilde e do porteiro nesses dias.

Bom, e julho está aí já!
Vamos ver que surpresas a outra metade do ano nos reserva! :o)
Inté +!
;o)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Baclofeno Intrathecal Pump

Muita gente se pergunta: o quê afinal eu fui fazer no hospital em outubro deste ano? Bom, fui colocar um "dispositivo" que injeta a medicação diretamente na medula. Antes tomava o remédio via oral, agora não preciso me preocupar pois esse aparelho é que controla a quantidade e o momento que a medicação deve ser administrada. Foi uma cirurgia sim, mas bem mais simples que a outra que fiz ano passado.

Vou colocar aqui algumas figuras que encontrei na internet sobre este procedimento:



 O que está instalado na minha barriga é este redondinho aí! O aparelho que parece um celular serve para programar a bombinha e regular a dose do remédio. Quando a medicação estiver acabando, irá tocar um "bip" aqui dentro... haha... Espero que não seja muito alto e não me assuste! :oP



  
Esta figura mostra onde fica instalada a bombinha (só que a minha está no lado direito), e também onde entra o catéter até chegar na medula. Já estou "expert" no assunto, como podem ver... Heheh...








Já fiz 3 ajustes de dosagem da medicação. Acho que esta última é que deu mais resultado. Antes minhas pernas andavam bem rebelde, agora elas estão um pouco mais calmas. Pra caminhar com o andador também está mais fácil. Agora é só caprichar na fisioterapia. Vou tentar fazer hidroterapia na AACD em breve, vamos ver se eu consigo uma vaguinha lá! Dizem que o tratamento com hidro vale muito a pena. Vamos tentando de tudo, não é?!! Uma hora eu chego lá!

Bem, esta é a novidade que tenho pra contar sobre o meu tratamento.
Bjus!
Kelly

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Saudade!


Esta semana perdi alguém que com certeza fará muita falta. Alguém que não via há anos, mas sempre nos comunicávamos por telefone. Lembro que nenhum aniversário meu passou em branco porque recebia sua ligação ou um telegrama, que alegrava todo meu dia. Na última conversa que tivemos ele me disse para que eu não me preocupasse, que tudo que acontece nessa vida tem uma explicação. Que tudo que estou passando no momento tem um propósito, e mais: "que eu tenho uma grande missão nessa vida". Disse para que eu não me preocupasse em tentar encontrar essa missão, pois ela chegará na hora certa.
Vou sentir muitas saudades tio-padrinho Altair! Mas tenho certeza que você agora está muito bem, seja aonde for!

domingo, 7 de outubro de 2012

Mundo moderno

Como as coisas mudam... Agora posso postar no blog diretamente do meu celular... Quem diria... É muita modernidade pra minha cabeça...

Hoje foi dia de eleições, mas eu não tinha como ir votar... Fiz uma nova cirurgia e tenho que ficar em repouso. Fora isso, o colégio onde voto não tem acessibilidade pra cadeirantes. Então vou justificar assim que der.

Acho que amanhã vou voltar a fazer fisioterapia normal... Vamos ver com o médico primeiro, é claro...

Hoje visitei meus gatos no "castelo"... Estavam todos com saudades de mim.. Nunca fui tão bem recebida por eles. O Fejão subiu no meu colo e deixou vários pelos em mim... Resultado: tive que tomar um banho pra tirar tudo... Hahah...

Bom... Sem mtas novidades por hoje!
Até a próxima... Via celular, computador, tablet, ou sabe-se lá o quê... ;-)
Kelly

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Novo Layout

Hola personas...

Mudei o layout do blog.
Acho que agora vou escrever mais seguido... acho... Hahah...
Por enquanto deixo um vídeo bem legal que vi ontem na tv:





Bye! :o)


sábado, 23 de junho de 2012

Ser cadeirante...

Vou colocar aqui um texto bem legal que encontrei num blog (http://www.deficienteciente.com.br) escrito por Letícia Oliveira. Espero que gostem... eu me identifiquei em diversas situações...


SER CADEIRANTE…

Ser cadeirante é ter o poder de emudecer as pessoas quando você passa…

Ser cadeirante é não conseguir passar despercebido, mesmo quando você quer sumir! E ser completamente ignorado quando existe um andante ao seu lado. E isso não faz sentido, as pernas e os braços podem não estar funcionando bem, mas o resto está!

Ser cadeirante é amar elevadores e rampas e detestar escadas… Tapetes? Só se forem voadores, por favor! Ser cadeirante é andar de ônibus e se sentir como um “Power Ranger” a diferença é que você chega ao ponto e diz: “é hora de MOFAR”.

Ser cadeirante é ter alguém falando com você como se você fosse criança, mesmo que você já tenha mais de duas décadas.

Ser cadeirante é despertar uma cordialidade súbita e estabanada em algumas pessoas. É engraçado, mas a gente não ri, porque é bom saber que ao menos existem pessoas tentando nos tratar como iguais e uma hora eles aprendem!

Ser cadeirante é conquistar o grande amor da sua vida e deixar as pessoas impressionadas… E depois ficar impressionado por não entender o porquê do espanto.

Ser cadeirante é ter uma veia cômica exacerbada. É fato, só com muito bom humor pra tocar a vida, as rodas e o povo sem noção que aparece no caminho.

Ser cadeirante e ficar grávida é ter a certeza de ouvir: “Como isso aconteceu?” Foi a cegonha, eu não tenho dúvidas! Os pés de repolho não são acessíveis! 

Ser cadeirante é ter repelente a falsidade. Amigos falsos e cadeiras são como objetos de mesma polaridade se repelem automaticamente.

Ser cadeirante é ser empurrado por ai mesmo quando você queria ficar parado. É saber como se sentem os carrinhos de supermercado! Ser cadeirante é encarar o absurdo de gente sem noção que acha que porque já estamos sentados podemos esperar, mesmo!

Ser cadeirante é uma vez na vida desejar furar os quatro pneus e o step de quem desrespeita as vagas preferenciais.

Ser cadeirante é se sentir uma ilha na sessão de cinema… Porque os espaços reservados geralmente são um tablado ou na turma do gargarejo e com uma distancia mais que segura pra que você não entre em contato com os outros andantes, mesmo que um deles seja seu cônjuge!

Ser cadeirante é a certeza de conhecer todos os cantinhos. Porque Deus do céu, todo mundo quer arrumar um cantinho para nós?

Ser cadeirante é ter que comprar roupas no “olhômetro” porque na maioria das lojas as cadeiras não entram nos provadores Ser cadeirante é viver e conviver com o fantasma das infecções urinárias. E desconfio seriamente que a falta de banheiros adaptados contribua para isso.

Ser cadeirante é se sentir o próprio guarda volumes ambulante em passeios pelo shopping Ser cadeirante é curtir handbike, surf, basquete e outras coisas que deixam os andantes sedentários morrendo de inveja. Ser cadeirante é dançar maravilhosamente, com entusiasmo e colocar alguns “pés-de- valsa” no bolso…

Ser cadeirante é ter um colinho sempre a postos para a pessoa amada… E isso é uma grannndeeee vantagem! Ser cadeirante (e mulher) é encarar o desafio de adaptar a moda pra conseguir ficar confortável além de mais bonita.

Ser cadeirante é se virar nos trinta pra não sobrar mês no fim do dinheiro, porque a conta básica de tudo que um cadeirante precisa… Ai… Ai… Ai… Essa merece ser chamada de Dolorosa.

Ser cadeirante é deixar um montão de médicos com cara de: “e agora o que eu faço” quando você entra pela porta do consultório… Algumas vezes é impossível entrar, a cadeira trava na porta…

Ser cadeirante é olhar um corrimão ou um canteiro no meio de uma rampa, ou se deparar com rampas que acabam em um degrau de escada e se perguntar: Onde estudou a criatura que projetou isso? Será mesmo que estudou?

Ser cadeirante é ter vontade de grudar alguns políticos em uma cadeira por um dia e fazer com que eles possam testar os lugares que enchem a boca pra chamar de acessíveis…

Ser cadeirante é ir à praia mesmo sabendo que cadeiras + areia + maresia não são uma boa combinação! Ser cadeirante é sentir ao menos uma vez na vida vontade de sentar no chão e jogar a cadeira na cabeça de outro ser humano.

Leticia Oliveira
(leticia-oli@hotmail.com)

terça-feira, 19 de junho de 2012

Olá...

Quase 2 anos sem dar as caras aqui no blog. E aconteceram tantas coisas que nem sei por onde começar...
Em julho de 2010 (última postagem), eu nem tinha me formado ainda... Bom, então nada como começar contando a partir daí. Mas farei isso colocando em pequenos tópicos, senão seriam dias e mais dias escrevendo a minha vida, hahah...

* Me formei no dia 21/08/2010. Foi tudo muito bom! Nem acreditava que aquele dia já havia chegado... Foi bem complicado o final da faculdade pois inventei de trabalhar numa escola particular (que abandonei depois de 2 meses... sem comentários, please!), trabalhava na editora o dia inteiro, fazia o TCC e 3 estágios pela noite no Inácio Montanha. Um pouco depois também comecei a dar aulas on-line de espanhol, mas a empresa foi vendida para outro estado... uma pena, era bem legal dar aula on-line.

* Depois da formatura, lembro que pedi férias da editora... 30 dias de liberdade! Já estava livre da faculdade então pude aproveitar bastante. Era setembro e o Rafa tb estava de férias, então decidimos viajar! Fomos para Recife e Porto de Galinhas. Aproveitamos ao máximo aquela terra linda, e ainda fizemos várias amizades legais por lá. Antes de viajar fiz um curso de atualização para professores de espanhol, organizado pela embaixa da Espanha e outras empresas e cursos. Ganhei vários livros nos sorteios, as aulas tb foram bem produtivas.

*Quando voltei de viagem, saí da editora, mas continuei trabalhando lá por fora, fazendo revisões... Aí comecei a procurar emprego em outro lugar. E não é que encontrei... Uma empresa de concursos públicos me chamou e estou lá até agora. Na verdade estou de licença saúde, mas essa história faz parte de outro tópico...

* O Rafa passou no concurso da Petrobrás! Ele ficou feliz e triste, pois a vaga seria para qq estado do Brasil... ele não sabia se aceitava ir ou não, aí conversamos e decidimos que seria uma boa! Então ele pediu demissão do antigo emprego e ficou mais de um mês em casa esperando ser chamado para o curso preparatório, que foi em Salvador. Em setembro ele foi para Salvador... uma época bem crítica, foi quando descobri que tinha um problema de saúde e era preciso operar urgente!...

*Em abril de 2011 comecei a cair do nada... Na verdade, já estava com uma dor horrível nas costas, que só piorava, aí vieram as quedas... Não sei nem explicar como acontecia, estava caminhando e de repente minha perna fraquejava e eu ia ao chão! Foi ficando cada vez pior, tanto a dor, quanto as quedas... Cheguei a fazer fisioterapia, pensando ser um problema postural, afinal, trabalhava muitas horas sentada... e isso acaba com qualquer um. Mas a cada dia de fisioterapia a situação piorava... Só conseguia dormir numa posição específica, caminhava me escorando nos móveis e paredes, e durante a noite sentia fortes impulsos elétricos percorrendo minhas pernas... elas se moviam sozinhas durante a noite, era horrível. Continuei trabalhado mesmo assim, mas estava sendo muito sacrificante... comecei a pegar dois ônibus para ir trabalhar e estava caminhando cada vez mais devagar pois tinha a impressão que iria cair a qualquer momento... Uma das pernas não me obedecia direito, sem contar que eu estava perdendo a sensibilidade da coxa esquerda... Levei um tombo feio uma vez indo almoçar... Machuquei bastante o meu joelho, e aí era mais uma coisa para doer (e me preocupar). Como estava sem plano de saúde, procurei uma daquelas clínicas do centro, que atendem várias especialidades por R$30,00 reais. Consultei com um ortopedista, que só me receitou remédio para dor... Quando disse a ele que não estava sentindo a coxa esquerda, ele disse: "O quê? Não pode..." Mas me deixou sem resposta. Tenho a plena certeza de que ele não acreditava em mim. Ele pediu que eu frequentasse uma fisioterapia, se não adiantasse pediu que eu fizesse uma ressonância magnética da coluna... Fiz a tal fisioterapia, mas na quinta sessão desisti... Mal conseguia ir para a fisioterapia, minha mãe tinha que me acompanhar para que eu pudesse me segurar nela para caminhar. Uma vez quase caímos no chão... Então resolvi fazer a ressonância magnética antes mesmo de terminar as sessões de físio. Esse exame é muito caro, então escolhi fazer onde era mais barato (custou R$350,00 reais). Fiz ele e no dia seguinte me ligaram pedindo que eu refizesse o exame. Achei estranho, mas aí fiquei com a impressão que algo iria aparecer no exame. Fiz o novo exame (desta vez com contraste) e levei o exame ao médico que estava duvidando de mim. Ele fez uma cara de pavor quando olhou o resultado... Disse que eu estava com uma lesão na medula, e que deveria procurar um Neurocirurgião urgente. Quando ele falou "neurocirurgião" já vi que a coisa era séria... Ele me deu um atestado de 15 dias e lá fui eu em busca de um médico especialista...

* Marquei uma consulta no hospital Beneficiência Portuguesa para a segunda-feira seguinte. Quando mostrei os exames ao médico ele constatou que eu estava com um tumor na medula, chamado ependimoma, e a única solução seria operar. Ele encaminhou toda uma papelada para que a cirurgia fosse feita pelo SUS. Como o caso era "urgente urgentíssimo", o encaminhamento foi rápido (levando em conta o tempo que as pessoas esperam normalmente pelo SUS). Dia 10/10/2011 fui internada... Nos hospital ficava mais no quarto, pois mal conseguia caminhar. Cheguei a cair no banheiro, para não perder o costume, hahah... Minha cirurgia foi no dia 18/10... Me apavorei quando disseram que a cirurgia tinha durado quase 11 horas, mas o tumor era muito maior do que eles pensavam. A anestesia me afetou profundamente, imaginei coisas, sonhei coisas... às vezes não sabia o que era sonho ou realidade. Fiquei mega inchada devido às medicações. O médico disse que a recuperação nesses casos é super lenta, que deveria ter muita paciência e força de vontade. Fora a medicação e a fisioterapia intensas... Dia 28/10 tive alta e fui para a casa da minha tia, pois alí seria mais fácil de ir para o hospital se precisasse...

... e cá estou! Me recuperando a cada dia, fazendo fisioterapia para ficar boa logo logo! Já fiz aplicação de BOTOX nas pernas para ajudar no tratamento. Os médicos dizem que minha recuperação está sendo mais rápida do que o esperado, já que foi uma cirurgia bem invasiva, com riscos de sequelas de todo tipo. Minhas companheiras atualmente são: minha cadeira de rodas e minha mãe. Logo mais serão as muletas... E assim vou me recuperando a cada dia! Sinto que fiquei mais forte como pessoa, é uma experiência totalmente diferente na minha vida. Tenho certeza que aprendi e estou aprendendo muito com isso. O importante é não deixar a peteca cair e seguir em frente! 

Dá pra dizer que minha vida mudou completamente mesmo. Para conseguirmos o plano de saúde da Petrobrás eu e o Rafa nos casamos no civil no dia 12/11/2011 (o que possibilitou o BOTOX em março deste ano). Atualmente o Rafa está trabalhando e morando no RJ, e eu de licença saúde e morando na casa da minha tia. Mês que vêm vou para a casa da minha mãe... Estou morrendo de saudades dos meus gatos, que estão lá. Aí vou poder ficar juntinha deles! :o) Quando estiver mais independente, me mudo para o RJ... mas por enquanto não dá...

Bem,esta foi minha vida nos últimos tempos... Espero não demorar tanto para escrever novamente. Senão terei que escrever um livro novamente!! Heheh...

Beijos a todos!
Kelly




terça-feira, 20 de julho de 2010

Take That & Robbie juntos novamente!



É... nunca duvide de nada nesta vida! Tomara que dê tudo certo desta vez!
Por enquanto to amando a notícia... 

domingo, 4 de julho de 2010

Banca TCC


É amanhã a minha banca de TCC...

Fazer o quê né? Quem mandou estudar? Se não fosse pelos estudos eu não estaria nessa situação. Mas apesar do que todos dizem, creio que não seja o fim do mundo. Na verdade, o pior já foi feito, que é o trabalho em sí... a apresentação é somente uma formalidade oral do que foi escrito.

Pensando agora, não sei o que é pior: o tcc ou os estágios obrigatórios... Tá certo que o tcc ocupa grande parte dos teus pensamentos durante o semestre, mas o estágio não fica atrás não... Ainda mais na área do ensino! Temos que preparar aulas, apresentar a professora da cadeira, arrumar, levar a ela novamente, arrumar (isso umas 10X)... e somente depois de tudo acertado é que podemos aplicar a aula! Dá uma trabalheira só.. e não para por aí, ainda tem o relatório de estágio, que deve constar o andamento de todas as aulas... Ou seja, eu que faço licenciatura dupla (Port/Esp) tenho que descrever todas as aulas de português, espanhol e literatura... É, talvez o estágio obrigatório seja mesmo o mais trabalhoso do curso... e ainda mais por serem duas cadeiras de estágio (ensino fundamental e ensino médio). Contabilizando realmente são 5 estágios no total se contarmos a disciplinas separadamente...

Até pensei em fazer outro curso, mas lembrando da trabalheira que dá um,... não me animo de fazer outro inteiro novamente! Talvez uma especialização caia bem, mas só!

Após o Tcc e estágios quero mais é umas feriazinhas dos estudos... Agora não tem concursos mesmo, por causa das eleições... então é a hora de descansar e pensar em tudo que fiz até agora... 

Também é meu dever voltar para meu blog... É, a vida acadêmica tira todo nosso tempo...

Inté!

Kelly

domingo, 7 de março de 2010

Go Willy!

Achei uma graça essa foto para colocar numa camiseta... hahah...
Mix de Twitter com Free Willy!
:oP

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Professor após 25 anos...


Espero, sinceramente, não ficar assim... Imaginem que tragédia!
Obrigada Verinha por enviar esse artigo...
Kelly ;o)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Sobre dicionários



Sábado li na ZH um texto de Cláudio Moreno que me deixou pensando na vida e na minha função atual na Editora (principalmente o trecho destacado).
Isso quer dizer que estou exercendo trabalho dos piores criminosos de antigamente? A sorte é que hoje existe o computador, senão tava frita...
:oP


Sobre dicionários - Cláudio Moreno

Para saudar a chegada do verão, esta coluna oferece a seus leitores um pouco daquele divertimento único que só as palavras podem nos proporcionar. Bom proveito!

1.Nome de cachorro – Câmara Cascudo registrou a antiga tradição brasileira de dar nomes de peixe ao cachorro, a fim de protegê-lo da raiva canina. Por isso abundava, Brasil afora, cachorro chamado Piranha, Cação, Toninha, Tubarão, Siri. Aqui no Sul já vi Tainha, Lambari, Jundiá. É evidente que a biologia popular considerava peixe tudo o que estava no mar; daí a Toninha (outro nome para o boto) e o Siri estarem incluídos na relação. O exemplo mais famoso desse elástico conceito é um dos dois cães imortalizados na nossa literatura, ao lado do Quincas Borba machadiano: a simpática cadelinha Baleia, do Vidas Secas.

No dicionário de Morais (1813), a baleia é descrita como “peixe marinho muito grande; tem a boca quase na testa, o coiro negro, e duro, grandes barbatanas, mamas, e é vivípara; solta de tempos a tempos grandes espadanas de água, que jorram muito alto”. Peixe com mamas... De qualquer forma, a baleia é, até hoje, considerada peixe por grande parte de nosso povo. Quando se fez uma campanha para a comercialização e consumo da carne de baleia, lá nos anos 50, levantaram-se discussões sobre comer ou não comer esta carne na Sexta-Feira Santa. Isso é Brasil; isso somos nós.

2.A palavra, epitáfio de si mesma – O padre teatino Rafael Bluteau (1638-1734) foi uma das grandes figuras do Iluminismo português e autor do primeiro bom dicionário de nossa língua, o famoso Vocabulário Português e Latino, em 10 volumes. Sua linguagem é excelente exemplo do pitoresco estilo da época, quando floresciam as Academias científicas e poéticas; no admirável trecho abaixo, ele descreve a palavra usando a terminologia anatômica de seu tempo, numa fascinante comparação onde nunca sabemos o que é simples metáfora e o que pretende ser uma descrição científica da linguagem:

“À palavra deu a natureza por origem a cabeça da áspera artéria, o ar por corpo, a língua por mãe, e a boca por berço – mas com tão instantâneo descanso que apenas nascida voa, e com tão breve vida que logo nos ouvidos dos circunstantes se sepulta. Porém não acaba a palavra quando morre, porque – ainda que metida na tortuosa sepultura do ouvido, com o osso petroso por campa, e com várias membranas por mortalhas, e quase perdida nos ocultos meatos da parte que os Anatomistas chamam de Labirinto – alentada com o impulso e comoção do ar implantado, acha a palavra abertas as válvulas, ou pequenas portas, por onde passam as espécies de som para o nervo auditório, e dele para os ventrículos do cérebro, onde estão depositados os tesouros da memória; e por este modo fica a palavra na impressão da sua própria espécie, epitáfio de si mesma, sombra da voz e cadáver da locução, até que chegue a lograr outra vida, quando, suscitada da reminiscência, torna a sair da boca ou da pena dos Escritores, e sucessivamente atada a outras com o fio do discurso, participa, com a doutrina dos sábios, nas obras da eloquência.”

3.Fazer dicionário é castigo - José Justo Escalígero, um dos grandes humanistas do Renascimento, sugeria que os piores criminosos, em vez de executados ou sentenciados a trabalhos forçados, fossem condenados a compilar dicionários, por causa de todas as torturas inerentes a esse tipo de trabalho. Nosso bom e longevo Bluteau – para grande desapontamento de seus inimigos, morreu quase centenário, sem perder a lucidez – passou 30 anos escrevendo (a mão!) os 10 imensos volumes que compõem sua obra, mas não se queixava do trabalho. Para ele, o pior vinha depois, com a revoada dos críticos. “Não há autor mais infeliz que o de um Vocabulário”, desabafa; e acrescenta, no seu estilo peculiar: um dicionário “é a coruja dos livros. Ao redor da coruja se ajuntam outras aves, e cada uma delas lhe dá sua picada: folgam todos de folhear um vocabulário para lhe dar unhadas”.

4.A falta que faz um dicionário – O texto que segue é de Ana Maria Shua, argentina, mestra do miniconto, no seu livro La Sueñera. Como a tradução é minha, assumo a culpa por qualquer heresia náutica:

“Baixar a bujarrona! – grita o capitão. Baixar a bujarrona! – repete o imediato. Orçar a bombordo! – grita o capitão. Orçar a bombordo! – repete o imediato. Olho no gurupés! – grita o capitão. O gurupés! – repete o imediato. Abater a verga da mezena! – grita o capitão. A verga da mezena! – grita o imediato. Enquanto isso, a tormenta recrudesce e nós, marinheiros, corremos de um lado para o outro do tombadilho, desconcertados. Se não encontramos logo um dicionário, vamos direto para o fundo!”

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Como se conjuga uma professora de português?

01 - Professora de português não nasce; deriva-se.
02 - Professora de português não cresce; vive gradações.
03 - Professora de português não se movimenta; flexiona-se.
04 - Professora de português não é filha de mãe solteira; resulta de uma derivação imprópria.
05 - Professora de português não tem família; tem parênteses.
06 - Professora de português não envelhece; sofre anacronismo.
07 - Professora de português não vê tv; analisa o enredo de uma novela.
08 - Professora de português não tem dor aguda; tem crônica.
09 - Professora de português não anda; transita.
10 - Professora de português não conversa; produz texto oral.
11 - Professora de português não fala palavrão; profere verbos defectivos.
12 - Professora de português não se corta; faz hiato.
13 - Professora de português não grita; usa vocativos.
14 - Professora de português não dramatiza; declama com emotividade.
15 - Professora de português não se opõe; tem problemas de concordância.
16 - Professora de português não discute; recorre a proposições adversativas.
17 - Professora de português não exagera; usa hipérboles.
18 - Professora de português não compra supérfluos; possui termos acessórios.
19 - Professora de português não fofoca; pratica discurso indireto.
20 - Professora de português não é frágil; é átona.
21 - Professora de português não fala demais; usa pleonasmos.
22 - Professora de português não se apaixona; cria coesão contextual
23 - Professora de português não tem casos de amor; faz romances.
24 - Professora de português não se casa; conjuga-se.
25 - Professora de português não depende de ninguém; relaciona-se a períodos por subordinação.
26 - Professora de português não tem filhos; gera cognatos.
27 - Professora de português não tem passado; tem pretérito mais-que-perfeito.
28 - Professora de português não rompe um relacionamento; abrevia-o.
29 - Professora de português não foge a regras; vale-se de exceções.
30 - Professora de português não é autoritária; possui voz ativa.
31 - Professora de português não é exigente; adota a norma padrão.
32 - Professora de português não erra; recorre a licença poética.